Curso Cidadania Ativa:

Exercitando o direito à cidade

Cursos - Cidadania ativa: exercitando o direito à cidade

 

De que forma podemos atuar no espaço em que vivemos? Estamos atentos às nuances que a cidade nos oferece? Você se considera um cidadão ativo da transformação da cidade na qual você vive? 

 

Os cursos Cidadania ativa: exercitando o direito à cidade serão oferecidos por membros do Instituto A Cidade Precisa de Você, e irão proporcionar um espaço de aprendizagem e troca sobre Educação Urbana. Dessa forma, os participantes irão aprender na prática sobre o direito à cidade e a cidadania ativa através de aulas teóricas e oficinas que trarão diversas perspectivas sobre a cidade, seus usos e formas de gestão coletiva.

 

Ao final do curso o participante terá um repertório amplo e multidisciplinar de formas de se relacionar com a paisagem urbana através do corpo e dos afetos, dando-se conta de que os atos de perceber e participar estão intrinsecamente relacionados.


 

1º Aula: Urbanismo Colaborativo - Marcella Arruda

02 de Dezembro - 19h às 22h

 

Iremos aprender sobre práticas de urbanismo contemporâneo, colaboração, permacultura urbana e design situado; estudar sobre equipamentos de uso público como infraestrutura de cuidado (social e ambiental), modos e plataformas de participação e coprodução, a idéia do limite como potência (resíduo como recurso, a partir da ótica da economia circular), e por fim um olhar sistêmico desde o micro ao macro, entendendo políticas públicas de descentralização e autonomia cidadã.

 

Marcella Arruda: Arquiteta, urbanista e ativista. Natural de São Paulo, Marcella pesquisa na prática sobre a noção de comunidade e o empoderamento dos habitantes na construção da cidade desde 2012. Convidada a realizar diferentes workshops, debates e palestras sobre metodologias de design situado (Situated Design Methods, MIT Press) e participativo na América do Sul, Índia e Dinamarca. Atualmente, é coordenadora do núcleo de Projetos do Instituto a Cidade Precisa de Você, e palestrante no evento de sensibilização O Futuro da Minha Cidade.

 

Local: Questtonó - Avenida Pompéia, 723 - Pompéia, São Paulo.


 

2º Aula:  Estudando a Vida Pública - Guilherme Ortenblad

16 ou 18 de Janeiro - 19h às 22h

 

As oficinas “Estudando a Vida Pública” propõem analisar os espaços públicos em escala aproximada, observando o comportamento das pessoas no espaço público a ser trabalhado. 

 

Todas as ferramentas disponíveis para entender o espaço público foram desenvolvidas para melhorar as condições das pessoas nas cidades. É necessário tornar essas pessoas visíveis e fornecer informações para qualificar o trabalho de criar cidade para pessoas.

As ferramentas para isso são simples e dependem de recursos muito simples: uma boa sistematização dos dados e olhares atentos. 

 

As principais ferramentas para a análise do espaço público são:

•CONTAGEM: a contagem é uma ferramenta amplamente usada para o entendimento dos espaços públicos. Fornecendo dados objetivos para comparação dos cenários do antes e depois, entre diferentes lugares e ao longo do tempo. Pode por exemplo medir intensidade, forma, perfil e tempo de deslocamento e permanência.

•MAPEAMENTO: atividades, pessoas e lugares de passagem e estar, e muito mais pode ser representado graficamente. Por exemplo como símbolos numa planta de uma área a ser estudada para evidenciar o número e tipo de atividade, e onde elas acontecem. Esse também pode ser chamado de mapa comportamental.

•TRAÇAR: o movimento das pessoas dentro e cruzando um determinado espaço pode ser desenhado como linhas de movimento em uma planta. Se cada pessoa que passar por uma linha, podemos avaliar o direcionamento e intensidade dos percursos.

•SEGUIR: com o objetivo de observar o movimento das pessoas em uma área grande ou mais detalhadamente por um tempo maior extenso, observadores podem discretamente seguir pessoas (sem que elas tomem conhecimento ou com seu consentimento). Permite avaliar não só o percurso e o tempo, mas diferentes comportamentos

•PROCURAR RASTROS: a atividade humana sempre deixa rastros como um gramado ou piso desgastado. Esses rastros podem, por exemplo, fornecer o caminho mais natural dos pedestres que não necessariamente corresponde aos canteiros planejados. Pode ser registrado por contagem, fotografia e mapeamento.

•FOTOGRAFAR: fotografia é parte essencial para os estudos como documentação de situações onde a vida e a forma urbana podem suceder ou falhar na interação. Esse registro pode também ser feito através de vídeo, em filmagem time lapse por exemplo ou através de desenhos.

•CAMINHADAS TESTE: fazer percursos teste podem ter análises sistematizadas ou simplesmente dar o observador a chance de perceber novas situações e potencialidades do espaço urbano.

•INTERAÇÃO: entrevistas e conversar com os usuários também podem ser sistematizadas em pesquisas ou simplesmente ser uma análise qualitativa de perfis que podem personalizar situações do espaço público.

•FAZER ANOTAÇÕES: a sistematização e organização destes dados podem ajudar a fazer comparativos e perceber problemas potencialidades e também a evolução da dinâmica urbana.

 

A partir dos dados observados nessas oficinas serão produzidos mapas síntese com a leitura dos espaços.

 

Descrição da oficina:

1º - Apresentação da proposta da oficina e aula teórica sobre métodos de análise do urbanismo voltado para as pessoas

2 º – Observação e coleta de dados em grupos

3 º – Construir coletivamente um mapa do espaço público analisado

4 º – Discussão e debate sobre o espaço analisado

 

Guilherme Ortenblad: Arquiteto e urbanista. Fundador do Zoom Urbanismo, Arquitetura e Design, empresa referência em Placemaking e soluções para cidades, vencedora de prêmios e concursos públicos em projetos urbanos, e responsável pela implementação e disseminação dos parklets no Brasil. Integrante do Instituto a Cidade Precisa de Você.

 

Local: Labpark - Rua Peixoto Gomide, 996 - Cj-720 - Cerqueira César, São Paulo


 

3º Aula:  Estruturas Abertas - Fernanda Tosta

17 e 18 de Fevereiro - 19h às 22h

 

Oficina de marcenaria do método construtivo - Estruturas Abertas - apresenta uma forma de pensamento digital em junção com a construção analógica / física, onde o processo de elaboração é tão importante quanto o resultado final. Será apresentada possibilidades de desenvolver e fabricar uma peça de mobiliário estimulando o raciocínio construtivo, levantando questões essenciais para realização de um projeto funcional. Desmistificando o funcionamento dos objetos, empoderando o uso das máquinas para a produção de mobiliário criado a partir de necessidades individuais/ coletivas.   

Formato: 8hs

 

Fernanda Tosta: Fundadora do espaço Oficina Oito, designer e artista, pesquisadora em metodologias colaborativas e criadora do método Marcenaria Sociocriativa com o qual desenvolve oficinas e cursos usando processos criativos com foco no protagonismo individual e nas habilidades para vida. Atuou em projetos socioeducativos como professora de marcenaria no Instituto Tomie Ohtake (2016-2018) e Casalab Mulher (2019), e com mentoria de projetos colaborativos no Hackathon Paulista (2015), Casa Fora de Casa (2016-2018), Interactivos? (2016-2019).

 

Local: Questtonó - Avenida Pompéia, 723 - Pompéia, São Paulo.


 

4º Aula: Cidades Educadoras: Espaços de Aprendizagem, Participação e Mobilidade Infantil - Ursula Troncoso

14 de Março - 19h às 22h 

 

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